domingo, 25 de setembro de 2011

eu

Eu sou a cor da minha pele, meus olhos castanhos e meu cabelo liso enrolado. Sou minha cólica em "dias red", meu mau humor diário e minha cara feia quando teimam comigo. Eu sou meu prato de comida favorito, a camisa do Flamengo que eu visto e a paixão que grito. Sou o arrepio da minha pele quando acariciada nas costas e na nuca, o sorriso de conseguir superar e as mudanças que me permito. Sou as dores nas pernas, meu medo de altura e as vezes que chorei sozinha. Sou a preocupação da minha mãe, a independência de morar (quase) só, ao risco de ter mudar de cidade. Sou os amigos que fiz, as estradas que escolhi e a fé que me carrega. Sou as besteiras sem graça que falo quando um amigo está triste. Eu sou poucos livros que li, as histórias que conto e os beijos que dou. Sou meus planos da semana que vem, a vontade de mudar o mundo e os nãos que já levei. Sou a persistência e teimosia que não me deixa desistir, a dor de ter que partir e as mentiras que me obriguei a dizer. Sou as músicas que me acalmam, as pessoas que me encaram e as brigas com a minha mãe até mesmo por telefone. Sou a dor de ter chorado algumas perdas, os sorrisos sem motivo e alguns micos que paguei. Sou serra, sou vento e frio. Sou minhas baquetas quebradas, minhas palhetas perdidas, meu violão sem uma corda, meus acordes e todas as vezes que desafino. Eu sou as opções que deixei de lado, minha solidão e minha camisa do Brasil velha da copa. Eu sou os gols que eu perdi, os gritos que levei e as lágrimas de derrota que chorei. Eu sou a cara quebrada com o excesso de confiança, as coisas que aprendi observando com os outros e os abraços apertados da minha irmã. Eu sou meus cremes no corpo, meus perfumes e minhas unhas ruídas. Eu sou as frases de amor que eu falei baixinho, as noites sonhadas com um amor, as madrugadas que eu virei. Eu sou o lençol da cama arrumada e alguns risos forçados. Eu sou as discussões que evitei, os tapas que levei e as mãos que eu apertei. Eu sou as massagens que eu dei, os cafunés e os suspiros ao pé do ouvido. Eu sou meio fechada pros desconhecidos e conhecidos, meio tímida pros interessados, meio calada quando o assunto é serio. Eu sou meus All Star’s, minhas camisas pólo, meus vestidos, meus saltos e minhas maquiagens (que não uso) ....
....sou tantas que vivo esquecendo quem realmente sou! 

                                        Fernanda Larissa, prazer.

(tava masi que na hora de postar isso aqui)

Um comentário:


  1. "Não existem as cidades,
    são nossas viagens que criam roteiros-mapas de superfície luminosa.
    As cidades não existem,
    só os encontros são reais,
    as prolongadas conversas capazes de transformar qualquer lugar em praia deserta ao anoitecer..."

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