segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Delírio

- Ó realidade persistente, deixe – me fazer pensar na louca ficção, no alucinógeno natural dessa vida, no eco ressonante que balança a melhor parte de mim e livra-me do medo – que nunca senti - não apenas de ir, mas de ficar por ali.







Saberia controlar-me, mas perco a vontade de tentar toda vez que você despeja sobre mim fardos de sorrisos, doçura e certo mistério. Quando percebo, sua voz ecoa aqui dentro insistindo na lembrança de que toda vez que você vai, leva um pouco de mim. Não que eu ache que o sentir tenha se enraizado, mas apenas encapsulado.
Partículas de simplicidade e cores foram soltas de maneiras tão fúteis, mas fizeram um efeito semelhante ao de prazer e paz. 


domingo, 2 de junho de 2013

A sociedade mantém reflexos que vão além do preconceito e intolerância, ela crava na população argumentos retrocessos que invalidam o poder do ser pensante impondo falsos valores, afetando assim na sua maioria nas escolhas e fazendo com que a repressão seja absurdamente rotineira. Seria de grande prudência atribuir o respeito à subjetividade dos indivíduos. A final, quem impõe geralmente não se dispõe. 

- Nanda Conegundes.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Volte


Entre meus lamentos, me disseram que o tempo cura tudo.
Me perdoe se estiver errada, mas O TEMPO NÃO CURA A DOR DO AMOR.

É quase insuportável esperar quando se ama. A gente fica com dor no pé, com falta de ar, oceano no olhar e o pior, dor na alma. Seria quase como agonizar. Um leque de sensações que só quem espera sabe/arde. A vontade é bater na sua porta, entrar devagar, te ver sorrindo pra mim, encontrar a madruga – você me guiando na escada – ouvir te dizer "namorada" e ficar te vendo dormir.