Eu sou a cor da minha pele, meus olhos castanhos e meu cabelo liso enrolado. Sou minha cólica em "dias red", meu mau humor diário e minha cara feia quando teimam comigo. Eu sou meu prato de comida favorito, a camisa do Flamengo que eu visto e a paixão que grito. Sou o arrepio da minha pele quando acariciada nas costas e na nuca, o sorriso de conseguir superar e as mudanças que me permito. Sou as dores nas pernas, meu medo de altura e as vezes que chorei sozinha. Sou a preocupação da minha mãe, a independência de morar (quase) só, ao risco de ter mudar de cidade. Sou os amigos que fiz, as estradas que escolhi e a fé que me carrega. Sou as besteiras sem graça que falo quando um amigo está triste. Eu sou poucos livros que li, as histórias que conto e os beijos que dou. Sou meus planos da semana que vem, a vontade de mudar o mundo e os nãos que já levei. Sou a persistência e teimosia que não me deixa desistir, a dor de ter que partir e as mentiras que me obriguei a dizer. Sou as músicas que me acalmam, as pessoas que me encaram e as brigas com a minha mãe até mesmo por telefone. Sou a dor de ter chorado algumas perdas, os sorrisos sem motivo e alguns micos que paguei. Sou serra, sou vento e frio. Sou minhas baquetas quebradas, minhas palhetas perdidas, meu violão sem uma corda, meus acordes e todas as vezes que desafino. Eu sou as opções que deixei de lado, minha solidão e minha camisa do Brasil velha da copa. Eu sou os gols que eu perdi, os gritos que levei e as lágrimas de derrota que chorei. Eu sou a cara quebrada com o excesso de confiança, as coisas que aprendi observando com os outros e os abraços apertados da minha irmã. Eu sou meus cremes no corpo, meus perfumes e minhas unhas ruídas. Eu sou as frases de amor que eu falei baixinho, as noites sonhadas com um amor, as madrugadas que eu virei. Eu sou o lençol da cama arrumada e alguns risos forçados. Eu sou as discussões que evitei, os tapas que levei e as mãos que eu apertei. Eu sou as massagens que eu dei, os cafunés e os suspiros ao pé do ouvido. Eu sou meio fechada pros desconhecidos e conhecidos, meio tímida pros interessados, meio calada quando o assunto é serio. Eu sou meus All Star’s, minhas camisas pólo, meus vestidos, meus saltos e minhas maquiagens (que não uso) ....
....sou tantas que vivo esquecendo quem realmente sou!
Fernanda Larissa, prazer.
(tava masi que na hora de postar isso aqui)
domingo, 25 de setembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Metades incompletas
Dia frio, café forte sobre a mesa e memórias de um amor insolúvel. Tento e não consigo me desprender do que nos fez alados pela eternidade do agora. Quando longe, pensei em desintegrar um sentimento que por um tempo julguei ser inerte e insensível, mas que outrora me arrebatara como se eu perdesse o meu sentido de ser e o ser já não me fazia falta quando tu estavas perto. Tentei me encontrar sem você, tentei escapar do olhar mais denso e subjetivo que encontrei, tentei deixar minha boca longe do beijo confuso, entregue e apaixonante que provei, tentei não tocar, não sentir na pele o arrepio do atrito e o aroma exalante dos nossos corpos envolvidos, mas foram tentativas frustrantes. Voltar a te ver é como revirar o sentido da palavra ‘AMAR’, é ouvir a inquietude da minha alma em romper as barreiras pra te ser, é amortecer os passos me fazendo flutuar, é perceber minha respiração ofegante quando o meu nome é mencionado – às vezes com desprezo ou às vezes com desejo - é dar um ritmo aos meus batimentos que nenhuma partitura pode harmonizar. Enfim, é parte do meu todo em você e metade do seu inteiro em mim.
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