Dia frio, café forte sobre a mesa e memórias de um amor insolúvel. Tento e não consigo me desprender do que nos fez alados pela eternidade do agora. Quando longe, pensei em desintegrar um sentimento que por um tempo julguei ser inerte e insensível, mas que outrora me arrebatara como se eu perdesse o meu sentido de ser e o ser já não me fazia falta quando tu estavas perto. Tentei me encontrar sem você, tentei escapar do olhar mais denso e subjetivo que encontrei, tentei deixar minha boca longe do beijo confuso, entregue e apaixonante que provei, tentei não tocar, não sentir na pele o arrepio do atrito e o aroma exalante dos nossos corpos envolvidos, mas foram tentativas frustrantes. Voltar a te ver é como revirar o sentido da palavra ‘AMAR’, é ouvir a inquietude da minha alma em romper as barreiras pra te ser, é amortecer os passos me fazendo flutuar, é perceber minha respiração ofegante quando o meu nome é mencionado – às vezes com desprezo ou às vezes com desejo - é dar um ritmo aos meus batimentos que nenhuma partitura pode harmonizar. Enfim, é parte do meu todo em você e metade do seu inteiro em mim.

Nenhum comentário:
Postar um comentário